Tratamento para Melasma - Ácido tranexâmico

Melasma é uma hipermelanose adquirida de etiologia multifatorial e de tratamento difícil.

O Ácido tranexâmico , é conhecido pela sua função antifibrinolítica, que age inibindo a ligação do plasminogênio e da plasmina à fibrina.  comumente utilizado no tratamento e profilaxia de quadros hemorrágicos, sangramentos provocados por cirurgias, doença de origens hemorrágicas. Além disso, também pode ser utilizado de forma tópica e injetável em hipercromias, que são manchas na pele decorrentes de desordens de pigmentação dando origem a uma coloração exagerada em algumas regiões da epiderme, principalmente no rosto, também conhecida como melasmas. Por possuir uma ação inibidora da síntese de melanina, através da redução da atividade da tirosinase e devido a uma possível ação na interação dos melanócitos e queratinócitos através da inibição do sistema plasmina-plasminogênio. E também em hipercromias não melanodérmicas, como clareamento de olheiras, pois age como quelante de ferro existente na hemossiderina o se torna muito eficaz nesses 

O melasma é uma hipermelanose crônica adquirida que afeta áreas fotoexpostas da pele, principalmente as regiões frontal e malar.

É uma condição comum, que acomete indivíduos de todas as raças e ambos os sexos. É mais observado em mulheres que se encontram em idade fértil e com fototipos mais altos (especialmente IV-V) e que vivem em áreas com elevada radiação ultravioleta 

Embora a etiologia e a patogênese do melasma não estejam completamente esclarecidas, existem vários fatores implicados. Em 30% dos casos, a ocorrência familiar sugere predisposição genética. A radiação UV é considerada importante fator, mas   o uso de contraceptivos orais, medicamentos fototóxicos e disfunção da tireoide. Recentemente, estabeleceram-se interações entre vascularização cutânea e melanogênese.

 Estudos recentes revelaram que seu uso tópico previne a pigmentação induzida por UV em cobaias10 e que seu uso intradérmico intralesional produz clareamento rápido.

Em um estudo realizado por Lee et al. em 2006, utilizando- se apenas medidas subjetivas para avaliar a eficácia do ácido tranexâmico injetável no tratamento do melasma, constatou-se redução do MASI em 42,74% após 12 semanas de tratamento e na avaliação dos próprios pacientes; 86% consideraram os resultados bons, resultados semelhantes aos encontrados em nosso estudo. esse tratamento mostrou-se eficaz, sem efeitos colaterais significativos. Por tal razão, o AT apresenta-se como uma nova e promissora opção terapêutica para o melasma, podendo ser utilizado tanto na forma de creme como de solução injetável.

Utilização do Ácido Tranexâmico no tratamento de melasmas O ambulatório de residência médica em dermatologia da Universidade de Mogi das Cruzes, realizou um estudo com 18 pacientes, com idade entre 23 e 52 anos, do sexo feminino, com diagnóstico de melasma, por 12 semanas. As pacientes para estudo, foram divididas em dois grupos sendo, grupo A administrado um creme à base de Ácido tranexâmico 3% duas vezes ao dia e grupo B administrado injeções intradérmicas com 0,05mL (4mg/ mL) em cada cm2 de melasma, após aplicação de anestesia tópica com cloridrato de lidocaína 2%, uma vez por semana. 

 No entanto, a maioria dos casos de homens e um terço dos casos de mulheres apresentam caráter idiopático